Crime: punk demais para ser punk

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Mais uma banda nada convencional. Apesar de soar e ter todos os elementos que os caracterizavam como punk ou underground, o Crime desde o início rejeitou qualquer rótulo. Declaravam-se uma banda de rock’n’roll e nada mais além disso.

Postura que acabou por afastá-los dos primeiros punks que procuravam organizar um “movimento” na Costa Oeste dos EUA. Msmo assim, em 1978 tocaram em redutos punks, ao lado de bandas como Avengers, Dils e Negative Trend. Arrogantes – só aceitavam dividir o palco desde que fossem a banda principal -, acabaram odiados pela maioria das outras bandas de San Francisco e Los Angeles. Eram antissociais demais até para os próprios punks.

crime6O núcleo da banda era formado pelo vocalista e guitarrista Frankie Fix e o guitarrista Johnny Strike. A primeira formação tinha também o baixista Ron Ripper e o baterista Ricky Tractor. As baquetas tiveram ainda, na seqüência, Brittley Black e Hank Rank. Enquanto Joey D’Kaye foi baixista por um curto período, em 1979.

O que Crime  fazia era um rock’n’roll básico, pesado e primitivo, com algo de blues (e o que é o punk rock?). Algumas “canções” são autênticos rockabillies, com temas ofensivos, sadomasoquistas e sobre criminosos, claro.

Oficialmente, lançaram apenas três compactos de 7″. O primeiro saiu em 1976 com as músicas Hot wire my heart e You’re so rcrime flyerepulsive, com uma gravação totalmente amadora e cheia de falhas. Hoje é considerado como o primeiro vinil punk produzido de maneira independente nos EUA.

O segundo single já saiu com uma qualidade melhor, com Frustration e Murder By Guitar. Um clássico. O terceiro e último, com Gangster Funk e Maserati já mostra uma banda diferente, ainda agressiva, mas claramente buscando outros caminhos.

Em 1982, Strike deixou o Crime, que já encontrava muitas dificuldades para agendar shows. Foi o fim. Strike passou a dedicar-se à literatura e teve um livro (Ports of Hell) publicado em 2004, pela editora Headpress.

Baixe aqui Piss on your turnatable, um dos muitos piratas que pipocaram após o fim da banda, reunindo os três singles e várias músicas de um ensaio em estúdio (23 músicas)

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Curiosidades

  • Costumavam apresentar-se com uniformes da polícia de San Francisco e um dos pontos altos da curta carreira (1976-1980) foi um show na penitenciária de San Quentin, em setembro de 1978, registrado em um raro vídeo independente da Targetvideo.crime4
  • Frankie Fix tentou reunir a banda no início dos anos 90, sem sucesso, devido à recusa de Strike. Em 1996, Fix morreu, muito provavelmente devido ao abuso de drogas que o deixara extremamente fraco. Afinal de contas, não existe Crime perfeito.
  • Para saber um pouco mais, leia aqui entrevista com Johnny Strike (em inglês)

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